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quinta-feira, 11 de junho de 2009

O Corpo de Cristo

No santíssimo sacramento da Eucaristia estão "contidos verdadeiramente, realmente e substancialmente o Corpo e o Sangue juntamente com a alma e a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo e, por conseguinte, o Cristo todo".

Com estas palavras, o Catecismo da Igreja Católica (§ 1374), fazendo eco ao Concílio de Trento, afirma uma das mais belas e importantes verdades de nossa fé: Cristo, Deus e Homem, torna-se presente por completo. Essa "presença começa no momento da consagração e dura enquanto subsistirem as espécies eucarísticas", isto é, o pão e o vinho. Em cada uma delas e por inteiro em cada uma das partes, Cristo está presente. Ele não se divide ao fracionar o pão.

Foi desta maneira única que Cristo quis permanecer visivelmente em sua Igreja. Entregando na cruz sua vida para nossa salvação, quis ainda permanecer conosco de modo que pudéssemos contemplá-lo com nossos sentidos. E esta sua presença somente podemos descobrir com fé, que Deus mesmo concede. Na pequenez do pão saído do grão de trigo e do vinho, ambos frutos da mão do homem, Jesus escolheu estar conosco. É Deus mesmo que, por sua graça, transforma o pão e o vinho no Corpo e Sangue de Cristo, quando o sacerdote, que é figura de Cristo, pronuncia as palavras "Isto é o meu corpo... isto é o meu sangue..." Desta forma, não é o homem que faz com que o pão e o vinho oferecidos se tornem o Corpo e o Sangue de Cristo, mas o próprio Cristo que faz, Ele que se ofereceu por nós na cruz. Portanto, receber dignamente o Cristo na eucaristia, deve ser para nós a maior alegria e mais honrado dom. Por tudo isto, a eucaristia é o coração da vida da Igreja e o seu ponto máximo. A celebração da eucaristia, em que Cristo derrama as graças da salvação sobre a Igreja, comporta a proclamação da Palavra de Deus, a ação de graças a Deus Pai, a consagração do pão e do vinho e a participação no banquete litúrgico pela recepção do Corpo e Sangue do Senhor.

A Eucaristia é o memorial da Páscoa de Cristo, é Cristo mesmo, sacerdote eterno da Nova Aliança, e é esse mesmo Cristo realmente presente.Sendo sacrifício, a eucaristia é oferecida em reparação dos pecados dos vivos e defuntos e também para obter de Deus benefícios temporais ou espirituais. A comunhão perdoa pecados veniais e preserva de pecados graves, uma vez que aumenta a união do comungante com o Senhor.

Nilson A. Silva

domingo, 31 de maio de 2009

Pentecostes

Fonte: wiki.cancaonova.com

Hoje é dia de Pentecostes.

Era para os judeus uma festa de grande alegria, pois era a festa das colheitas. Ação de graças pela colheita do trigo. Vinha gente de toda a parte: judeus saudosos que voltavam a Jerusalém, trazendo também pagãos amigos e prosélitos. Eram oferecidas as primícias das colheitas no templo. Era também chamada festa das sete semanas por ser celebrada sete semanas depois da festa da páscoa, no qüinquagésimo dia. Daí o nome Pentecostes, que significa "qüinquagésimo dia".

No primeiro pentecostes, depois da morte de Jesus, cinqüenta dias depois da páscoa, o Espírito Santo desceu sobre a comunidade cristã de Jerusalém na forma de línguas de fogo; todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas (At 2,1-4). As primícias da colheita aconteceram naquele dia, pois foram muitos os que se converteram e foram recolhidos para o Reino. Quem é o Espírito Santo?

O prometido por Jesus: "...ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem a realização da promessa do Pai a qual, disse Ele, ouvistes da minha boca: João batizou com água; vós, porém, sereis batizados com o Espírito Santo dentro de poucos dias" (At 1,4-5).

Espírito que procede do Pai e do Filho: "quando vier o Paráclito, que vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade que vem do Pai, ele dará testemunho de mim e vós também dareis testemunho..." (Jo 15 26-27). O Espírito Santo é Deus com o Pai e com o Filho. Sua presença traz consigo o Filho e o Pai. Por Ele somos filhos no Filho e estamos em comunhão com o Pai.

sábado, 30 de maio de 2009

Caridade




"Onde não há caridade não pode haver justiça." (Santo Agostinho)

"Aquele que tem caridade no coração tem sempre qualquer coisa para dar." (Santo Agostinho)

"A soberba gera divisão. A caridade, a comunhão." (Santo Agostinho)



"Nas coisas necessárias, a unidade; nas duvidosas, a liberdade; e em todas, a caridade." (Santo Agostinho)

"A caridade é o amor, é o sol que Nosso Senhor fez raiar claro e fecundo; alegrando nesta vida a existência dolorida dos que sofrem neste mundo!" (Casimiro Cunha)

A caridade é a maior das virtudes. Com ela e por meio dela tudo é possível.
É uma virtude Teologal, por meio dela nosso amor a Deus é aprofundado e fortalicido.

É amar o próximo como a si mesmo.
É sair de si e ir ao encontro de nosso semelhante.

Jesus fez da caridade o novo mandamento.

Amando os seus "até o fim" (Jo 13,1), manifesta o amor do Pai que Ele recebe. Amando-se uns aos outros, os discípulos imitam o amor de Jesus que eles também recebem.

Jesus disse: "Assim como o Pai me amou, também eu vos amei. Permanecei em meu amor" (Jo 15,9). E ainda: "Este é o meu preceito: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei" (Jo 15,12).

Fruto do Espírito e da plenitude da lei, a caridade guarda os mandamentos de Deus e de seu Cristo: "Permanecei em meu amor. Se observais os meus mandamentos, permanecereis no meu amor" (Jo 15,9-10).


Cristo morreu por nosso amor quando éramos ainda "inimigos" (Rm 5,10). O Senhor exige que amemos, como Ele, mesmo os nossos inimigos, que nos tornemos o próximo do mais afastado, que amemos como Ele as crianças e os pobres.

O apóstolo S. Paulo traçou um quadro incomparável da caridade: "A caridade é paciente, a caridade é prestativa, não é invejosa, não se ostenta, não se incha de orgulho. Nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta" (l Cor 13,4-7).

Diz ainda o apóstolo: "Se não tivesse a caridade, nada seria...". E tudo o que é privilégio, serviço e mesmo virtude... "se não tivesse a caridade, isso nada me adiantaria". A caridade superior a todas as virtudes. E a primeira das virtudes teologais "Permanecem fé, esperança, caridade, estas três coisas. A maior delas, porém, é a caridade" (1 Cor 13,13).

O exercício de todas as virtudes é animado e inspirado pela caridade, que é o "vinculo da perfeição" (Cl 3,14); é a forma das virtudes, articulando-as e ordenando-as entre si; é fonte e termo de sua prática cristã. A caridade assegura purifica nossa capacidade humana de amar, elevando-a à feição sobrenatural do amor divino.

A prática da vida moral, animada pela caridade, dá ao cristão a liberdade espiritual dos filhos de Deus. Já não está diante de Deus como escravo em temor servil, nem como mercenário à espera do pagamento, mas como um filho que responde ao amor daquele "que nos amou primeiro" (1 Jo 4,19):

Ou nos afastamos do mal por medo do castigo, estando assim na posição do escravo; ou buscamos o atrativo da recompensa, assemelhando-nos aos mercenários; ou é pelo bem em si mo e por amor de quem manda que nós obedecemos... e estaremos então na posição de filhos.

A caridade tem como frutos a alegria, a paz e a misericórdia exige a beneficência e a correção fraterna; é benevolência; suscita a reciprocidade; é desinteressada e liberal; é amizade e comunhão:

A finalidade de todas as nossas obras é o amor. Este é o fim, é para alcançá-lo que corremos, é para ele que corremos; uma vez chegados, é nele que repousaremos.

Pela caridade, amamos a Deus sobre todas as coisas e a nosso próximo como a nós mesmos por amor a Deus. Ela é o "vínculo da perfeição" (Cl 3,14) e a forma de todas as virtudes.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Temperança



É por meio da temperança que encontramos o equilíbrio e não nos deixamos vencer por nossas paixões.

É uma virtude que nos permite controlar nossos vícios e desejos.
O ser humano não é apenas um ser de projeto, é um ser pensante e amoroso, que possui muito mais do que um simples emaranhado de vontades a serem cumpridas de forma desordenada.

Feliz do homem que é temperante. Que encontrou no bom senso um mecanismo para fortalecer sua fé.

A temperança fortalece a igreja e a sociedade. Somos dotados de razão e discernimento e quando agimos de forma a evitar os excessos, contribuímos para uma melhora real em todos os aspectos (morais, culturais e sociais). Ao fazermos nossas atividades de maneira reflexiva permitimos que o equilíbrio fortaleça nossos lares.
A família como instituição positiva fortalece o Estado.

As virtudes são valores para muitos, mas para nós povo católico, as virtudes devem ser vistas como determinantes de nossas condutas, pois, quando permitimos nosso direcionamento espiritual contribuímos de maneira efetiva para nossa santificação.

Todas as virtudes estão intimamente relacionadas com nossa salvação. Sendo o contrário de nosso comportamento pecador.

Nosso corpo reflete o estado de nossa mente. Ser temperante significa ter equilíbrio em todas as áreas de nossas vidas. Significa não abusar da comida, do álcool. Não exagerar no vestuário. Portar-se bem em todas as situações. Ouvir com atenção, falar com moderação. Respeitar as opiniões alheias. Lutar pela evangelização sincera. Contribuir para a conversão de nossos irmãos. Ajudar na santificação do próximo. Acreditar e propagar o catolicismo.

Permita a si mesmo se tornar uma pessoa mais virtuosa.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

O Jejum de Sexta-Feira da Paixão

Embora todos saibamos que devemos jejuar e nos abter de carne na Quarta-Feira de Cinzas e na Sexta-Feira da Paixão, geralmente não sabemos ao certo como fazer isso. Pois há um texto bastante esclarecedor disponível no site da Canção Nova. Aém de explicar as várias formas de jejum que existem (a pão e água, a base de líquidos, completo...), ele explica como fazer o chamado jejum da Igreja, que é o desses dois dias santos. Veja abaixo:

Jejum da Igreja

Assim é chamado o tipo de jejum prescrito para toda a Igreja e que, por isso, é extremamente simples, podendo ser feito por qualquer pessoa.

Alguém poderia pensar que esse seja um jejum relaxado ou que nem seja realmente jejum, porque ele é muito fácil. Mas não é bem assim.

Esse modo de jejuar vem da Tradição da Igreja e pode ser praticado por todos sem exceção, sendo esse o motivo porque é prescrito a toda a Igreja.

O básico desse tipo de jejum é que você tome o café da manhã normalmente e depois faça apenas uma refeição - almoçar ou jantar -, a depender dos seus hábitos, de sua saúde e de seu trabalho. A outra refeição, a que você não vai fazer, será substituída por um lanche simples, de acordo com as suas necessidades.

Dessa maneira, por exemplo, se você escolher o almoço para fazer a refeição completa, no jantar faça um lanche que lhe dê condições de passar o resto da noite sem fome.

O conceito de jejum não exige que você passe fome. Em suas aparições em Medjurgorje, a própria Nossa Senhora o repetiu várias vezes. Jejuar é refrear a nossa gula e disciplinar o nosso comer.

O importante, e aí está a essência do jejum, é a disciplina, e é você não comer nada além dessas três refeições. O que interessa é cortar de vez o hábito de "beliscar", de abrir a geladeira várias vezes ao dia para comer "uma coisinha". Evitar completamente, nesse dia, as balas, os doces, os chocolates e os biscoitos. Deixar de lado os refrigerantes, as bebidas e os cafezinhos.

Para quem é disciplinado - e muitos de nós o somos -, isso é um jejum, e dos "bravos"! Nesse tipo de jejum, não se passa fome. Mas como "a gente" se disciplina; como refreia a gula! E é esta a finalidade do jejum.

Qualquer pessoa pode fazer esse tipo de jejum, mesmo os doentes, porque água e remédios não quebram jejum. Se for necessário leite para tomar os remédios, o jejum não é quebrado, pois a disciplina fica mantida. Para o doente e para o idoso, disciplina mesmo talvez seja tomar os remédios e tomar corretamente.

domingo, 5 de abril de 2009

Os pecados contra a esperança e a fé

Pecados contra a esperança

§2091 O primeiro mandamento visa também aos pecados contra a esperança, que são o desespero e a presunção.

Pelo desespero, o homem deixa de esperar de Deus sua salvação pessoal, os auxílios para alcançá-la ou o perdão de seus pecados. O desespero opõe-se à bondade de Deus, à sua justiça porque o Senhor é fiel a suas promessas e à sua misericórdia.

P.28.20.11 Pecados contra a fé

§2088 O primeiro mandamento manda-nos alimentar e guardar com prudência e vigilância nossa fé e rejeitar tudo o que se lhe opõe. Há diversas maneiras de pecar contra a fé.

A dúvida voluntária sobre a fé negligencia ou recusa ter como verdadeiro o que Deus revelou e que a Igreja propõe para crer. A dúvida involuntária designa a hesitação em crer, a dificuldade de superar as objeções ligadas à fé ou, ainda, a ansiedade suscitada pela obscuridade da fé. Se for deliberadamente cultivada, a dúvida pode levar à cegueira do espírito.

§2089 A incredulidade é a negligência da verdade revelada ou a recusa voluntária de lhe dar o próprio assentimento. "Chama-se heresia a negação pertinaz, após a recepção do Batismo, de qualquer verdade que se deve crer com fé divina e católica, ou a dúvida pertinaz a respeito dessa verdade; apostasia, o repúdio total da fé cristã; cisma, a recusa de sujeição ao Sumo Pontífice ou da comunhão com os membros da Igreja a ele sujeitos."

sábado, 4 de abril de 2009

Orgulho



S.48 SOBERBA

§1866 Os vícios podem ser classificados segundo as virtudes que contrariam, ou ainda ligados aos pecados capitais que a experiência cristã distinguiu seguindo S. João Cassiano e S. Gregório Magno. São chamados capitais porque geram outros pecados, outros vícios. São o orgulho, a avareza, inveja, a ira, a impureza, a gula, a preguiça ou acídia.

§2514 O NONO MANDAMENTO Não cobiçarás a casa de teu próximo, não desejarás sua mulher, nem seu servo, nem sua serva, nem seu boi, nem seu jumento, nem coisa alguma que pertença a teu próximo (Ex 20,17). Todo aquele que olha para uma mulher com desejo libidinoso já cometeu adultério com ela em seu coração (Mt 5,28).

São João distingue três espécies de cobiça ou concupiscência: a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida. Conforme a tradição catequética católica, o nono mandamento proíbe a concupiscência carnal; o décimo proíbe a concupiscência dos bens alheios.

S.48.1 Conseqüências da soberba

§2094 Pode-se pecar de diversas maneiras contra o amor de Deus: a indiferença negligencia ou recusa a consideração da caridade divina, menospreza a iniciativa (de Deus em nos amar) e nega sua força. A ingratidão omite ou se recusa a reconhecer a caridade divina e a pagar amor com amor. A tibieza é uma hesitação ou uma negligência em responder ao amor divino, podendo implicar a recusa de se entregar ao dinamismo da caridade. A acídia ou preguiça espiritual chega a recusar até a alegria que vem de Deus e a ter horror ao bem divino. O ódio a Deus vem do orgulho. Opõe-se ao amor de Deus, cuja bondade nega, e atreve-se a maldizê-lo como aquele que proíbe os pecados e inflige as penas.

§2317 As injustiças, as desigualdades excessivas de ordem econômica ou social, a inveja, a desconfiança e o orgulho que grassam entre os homens e as nações ameaçam sem cessar paz e causam as guerras. Tudo o que for feito para vencer essas desordens contribui para edificar a paz e evitar a guerra:

Pecadores que são, os homens vivem em perigo de guerra, e este perigo os ameaçará até a volta de Cristo. Mas, na medida em que, unidos pela caridade, superem o pecado, superarão igualmente as violências, até que se cumpra a palavra: "De suas espadas eles forjarão relhas de arado, e de suas lanças, foices. Uma nação não levantará a espada contra a outra, e já não se adestrarão para a guerra" (Is 2,4).

§2540 A inveja representa uma das formas de tristeza e, portanto, uma recusa da caridade; o batizado lutará contra ela mediante a benevolência. A inveja provém muitas vezes do orgulho o batizado se exercitará no caminho da humildade:

Quereríeis ver Deus glorificado por vós?

Pois bem, alegrai-vos com os progressos de vosso irmão e imediatamente Deus será glorificado por vós. Deus será louvado dirão, porque seu servo soube vencer a inveja, colocando alegria nos méritos dos outros.

§2728 Enfim, nosso combate deve enfrentar aquilo que sentimos como nossos fracassos na oração: desânimo diante de nossa aridez, tristeza por não ter dado tudo ao Senhor, por ter ''muitos bens", decepção por não ser atendidos segundo nossa vontade própria, insulto ao nosso orgulho (o qual não aceita nossa indignidade de pecadores), alergia à gratuidade da oração etc. A conclusão é sempre a mesma: para que rezar? Para superar esses obstáculos é preciso lutar para ter a humildade, a confiança, a perseverança.

S.48.2 Luta contra a soberba

§1784 A educação da consciência é uma tarefa de toda a vida. Desde os primeiros anos, alerta a criança para o conhecimento e a prática da lei interior reconhecida pela consciência moral. Uma educação prudente ensina a virtude, preserva ou cura do medo, do egoísmo e do orgulho, dos sentimentos de culpabilidade e dos movimentos de complacência, nascidos da fraqueza e das faltas humanas. A educação da consciência garante a liberdade e gera a paz do coração.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Inveja



I.54 INVEJA

I.54.1 Inveja pecado capital

§2538 O décimo mandamento exige banir a inveja do coração humano. Quando o profeta Natã quis estimular o arrependimento do rei Davi, contou-lhe a história do pobre que possuía uma única ovelha, tratada como sua própria filha, e do rico que, apesar da multidão de seus rebanhos, invejava o primeiro e acabou roubando-lhe a ovelha. A inveja pode levar às piores ações. E pela inveja do demônio que a morte entrou no mundo:

Nós nos combatemos mutuamente, e é a inveja que nos arma uns contra os outros... Se todos procuram por todos os meios abalar o Corpo onde acabaremos? Nós estamos enfraquecendo o Corpo de Cristo... Declaramo-nos membros de um mesmo organismo e nos devoramos como feras.

§2539 A inveja é um vício capital. Designa a tristeza sentida diante do bem do outro e do desejo imoderado de sua apropriação, mesmo indevida. Quando deseja um grave mal ao próximo, é um pecado mortal:

Sto. Agostinho via na inveja "o pecado diabólico por excelência". "Da inveja nascem o ódio, a maledicência, a calúnia, a alegria causada pela desgraça do próximo e o desprazer causado por sua prosperidade."

§2540 A inveja representa uma das formas de tristeza e, portanto, uma recusa da caridade; o batizado lutará contra ela mediante a benevolência. A inveja provém muitas vezes do orgulho o batizado se exercitará no caminho da humildade:
Quereríeis ver Deus glorificado por vós?

Pois bem, alegrai-vos com os progressos de vosso irmão e imediatamente Deus será glorificado por vós. Deus será louvado dirão, porque seu servo soube vencer a inveja, colocando alegria nos méritos dos outros.

§2553 A inveja é a tristeza sentida diante do bem de outrem e o desejo imoderado de dele se apropriar. E um vício capital.

§2554 O batizado combate a inveja pela benevolência, pela humildade e pelo abandono nas mãos da Providência divina.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Luxúria



L.17 LUXÚRIA

L.17.1 Luxúria pecado capital

§1866 Os vícios podem ser classificados segundo as virtudes que contrariam, ou ainda ligados aos pecados capitais que a experiência cristã distinguiu seguindo S. João Cassiano e S. Gregório Magno. São chamados capitais porque geram outros pecados, outros vícios. São o orgulho, a avareza, inveja, a ira, a impureza, a gula, a preguiça ou acídia.

L.17.2 Significação da luxúria

§2351 AS OFENSAS À CASTIDADE A luxúria é um desejo desordenado ou um gozo desregrado do prazer venéreo. O prazer sexual é moralmente desordenado quando é buscado por si mesmo, isolado das finalidades de procriação e de união.

sábado, 28 de março de 2009

Preguiça


P.68 PREGUIÇA vide também Acídia

P.68.1 Preguiça espiritual

§2094 Pode-se pecar de diversas maneiras contra o amor de Deus: a indiferença negligencia ou recusa a consideração da caridade divina, menospreza a iniciativa (de Deus em nos amar) e nega sua força. A ingratidão omite ou se recusa a reconhecer a caridade divina e a pagar amor com amor. A tibieza é uma hesitação ou uma negligência em responder ao amor divino, podendo implicar a recusa de se entregar ao dinamismo da caridade. A acídia ou preguiça espiritual chega a recusar até a alegria que vem de Deus e a ter horror ao bem divino. O ódio a Deus vem do orgulho. Opõe-se ao amor de Deus, cuja bondade nega, e atreve-se a maldizê-lo como aquele que proíbe os pecados e inflige as penas.

P.68.2 Preguiça pecado capital

§1866 Os vícios podem ser classificados segundo as virtudes que contrariam, ou ainda ligados aos pecados capitais que a experiência cristã distinguiu seguindo S. João Cassiano e S. Gregório Magno. São chamados capitais porque geram outros pecados, outros vícios. São o orgulho, a avareza, inveja, a ira, a impureza, a gula, a preguiça ou acídia.

domingo, 15 de março de 2009

Virtudes


Durante a Quaresma falaremos sobre as Virtudes que possuímos, e sobre aquelas que podem ser desenvolvidas com o nosso esforço.

Definir o que é virtude é um tanto complicado. Há algum tempo estava lendo um livro, não me recordo qual, mas me lembro da frase: "Virtude é uma inclinação para o bem". Soa forte, e é forte mesmo.

O homem virtuoso encontra graça aos olhos de Deus. Um homem virtuoso não fica impedido de pecar - ele também peca -, mas se arrepende, confessa e tenta agir de maneira diversa.

"Ocupai-vos com tudo o que é verdadeiro, nobre, justo, puro, amável, tudo o que há de louvável, honroso, virtuoso ou de qualquer modo mereça louvor" (Fl 4,8).

No Catecismo temos que a virtude é uma disposição habitual e firme para fazer o bem. Permite à pessoa não só praticar atos bons, mas dar o melhor de si. Com todas as suas forças sensíveis e espirituais, a pessoa virtuosa tende ao bem, procura-o e escolhe-o na prática.

"O objetivo da vida virtuosa é tornar-se semelhante a Deus".

As virtudes humanas nos permitem levar uma vida moralmente válida, boa e ética. O virtuoso é aquele que é capaz de praticar o bem por contra própria, que ajuda o próximo, que crê, que é justo, entre tantas outras coisas; entra em comunhão com o amor divino.

Toda criança merece ser educada de forma virtuosa. A educação garante liberdade e discernimento. Os pais são os responsáveis pela educação dos filhos, assim como os irmãos, amigos, professora e familiares. Todos podemos nos ajudar mutuamente.

"Aquele que ama o filho usará com freqüência o chicote; aquele que educa seu filho terá motivo de satisfação" (Eclo 30,1-2). "E vós, pais, não deis a vossos filhos motivo de revolta contra vós, mas criai-os na disciplina e correção do Senhor" (Ef 6,4).

Uma família pode ser virtuosa, os valores existentes entre os cônjuges serão passados para os filhos. Um casal de fé é capaz de auxiliar para construção de um mundo melhor.

Ser virtuoso exige disciplina, vontade, coragem. Não é preciso se afastar do mundo e viver isolado para ser virtuoso.O Espírito Santo age no meio de nós pelas virtudes.

Obstáculos no exercício das virtudes

Ser virtuoso não significa que você não vai enfrentar obstáculos, claro que vai. Mas significa que você conseguirá se sair bem deles. Os pecados veniais são nossos maiores inimigos, porque fazem com que tenhamos vícios, que nos afastem da graça de Deus.

Mas aqui estamos, prontos para agir em conformidade com aquilo que Deus espera de nós rumo ao perdão e a Santidade. Que a Fé e Caridade, fontes de todas as Virtudes, permaneçam do nosso lado e em nossos corações.

Pecados

Quaresma é tempo de reflexão e fortalecimento. É hora de ir para o deserto e repensar tudo aquilo que tem nos distanciado de Deus.

Definição de pecado

Pecado é tudo aquilo que nos afasta de Deus. Se pode nos afastar de Deus, então podemos afirmar com certeza absoluta que não possui em si nada de bom.

Segundo o Catecismo da Igreja Católica: "O pecado é uma falta contra a razão, a verdade, a consciência reta; é uma falta ao amor verdadeiro para com Deus e para com o próximo, por causa de um apego perverso a certos bens. Fere a natureza do homem e ofende a solidariedade humana. Foi definido como "uma palavra, um ato ou um desejo contrários à lei eterna".

Pecar é ser desobediente aos ensinamentos de Deus. É praticar o mal diante dos olhos D'Ele e de nossos semelhantes.

Os Pecados Capitais são assim chamados porque são geradores de outros pecados. Existe uma regra que nesse caso não sofre exceções: a de que o acessório segue o principal. Um pecado grande gera vários outros pequenos pecados, que não são simplesmente absolvidos por um maior. Fazem parte de um conjunto que nos torna piores, gerando um distanciamento.

Seguindo S. João Cassiano e S. Gregório Magno, tais pecados são:

1. Orgulho; Vaidade
2. Inveja;
3. Ira;
4. Melancolia;
5. Avareza;
6. Gula;
7. Luxúria;

Posteriormente São Tomás de Aquino, substituiu a melancolia pela preguiça.

São Tomás nos ensina que os Pecados Capitais receberam esta nomenclatura por serem derivados do latim caput: cabeça, líder, chefe (em italiano ainda hoje há a derivação: capo, capo-Máfia). Seriam os sete pecados como os sete poderosos chefões que comandam outros vícios subordinados.

Esses vícios nos tornam dependentes e dissimulados, simplesmente assumem a liderança de nossas mentes e nos impedem uma autêntica liberdade e o pior nos condicionam para agir mal, alteram nossa personalidade.

Os pecados são distinguidos segundo a gravidade. Dividem-se em mortais e veniais. Os pecados capitais são classificados de maneira geral como pecados veniais, mas isso não é absoluto, visto que em decorrência de um pecado venial pode-se cometer um pecado mortal.

Durante a Quaresma, vamos abordar de maneira singela alguns pontos principais dos pecados que podem nos afastar de uma intima comunhão com Deus.

Temos por objetivo demonstrar que pecar pode parecer fácil, mas que as consequências são dolorosas. Juntos nos prepararemos para um perdão sincero, rumo à santidade tão almejada.

Fazemos parte de uma geração que tem consciência, formação e informação. É hora de lutar, de ser forte, de ir contra a corrente e ser capaz de dizer não, de não querer de não pensar e de não fazer.

É tempo de esquecer nossas falhas e pedir perdão. É tempo de arrependimento, de mudança de vida, de coração novo e mente renovada.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Jejum

A quaresma começou e com ela somos compelidos a iniciar mudanças mentais e espirituais; somos chamados à conversão sincera.

Existem várias formas de tentarmos, uma delas é o jejum. Não importa se você é jovem, criança, adulto, velho e doente, gestante, ou possua qualquer situação que supostamente faça com que o jejum seja contra indicado. Jejuar não se trata de passar fome, mas sim de educar o corpo e o espírito. É uma forma de evitar o pecado da gula e de educar nossa alimentação. Pense em quantas vezes comemos simplesmente por pura gula e nem refletimos sobre nossa conduta.

O jejum está previsto no 4º mandamento da Igreja.

Existem vários tipos de jejum, escolha aquele que melhor se adéque as suas possibilidades e comece. Não podemos afirmar qual tipo de jejum é melhor ou qual tipo de jejum é o ideal para cada pessoa. Cada um sabe de suas peculiaridades e necessidades.

Não é porque você esta jejuando que todos precisam saber disso. O jejum não precisa ser comentado. Aprenda a rezar enquanto jejua. Rezar o terço é uma forma de se evitar pensar em besteiras. Se sua mente esta desocupada e começa a divagar sobre coisas inúteis, reze, reze muito, não peque por descuido.

O jejum da Igreja


O básico desse tipo de jejum é que você tome o café da manhã normalmente e depois faça apenas uma refeição - almoçar ou jantar -, a depender dos seus hábitos, de sua saúde e de seu trabalho. A outra refeição, a que você não vai fazer, será substituída por um lanche simples, de acordo com as suas necessidades.

Dessa maneira, por exemplo, se você escolher o almoço para fazer a refeição completa, no jantar faça um lanche que lhe dê condições de passar o resto da noite sem fome.

É preciso salientar que remédios e água não quebram o jejum. Por isso os doentes também podem praticar.

Jejum parcial

É aquele onde se escolhe um ou alguns alimentos que não serão ingeridos por determinado período. Não vale escolher aquilo que não te faz falta, caso contrário não se trata de sacrifício, mas de mera adequação. Se você escolhe não tomar refrigerante, saiba que isto já é uma forma de jejum. Cada um sabe o quanto pode oferecer. Jejuar nos permite fortalecer nossa relação com Deus.

Os pais desde cedo devem aprender que as crianças também podem jejuar por meio do jejum parcial. Elas precisam entender que educar o corpo e o espírito são meios necessários para uma vivência Cristã. Uma criança educada na fé, tem muito mais chances de ser um adulto fiel a Igreja.

Jejum a pão e água

Na minha opinião esse jejum é um dos mais difíceis perdendo apenas para o jejum completo, porque nosso corpo não é acostumado a ingestão de apenas dois alimentos. De tal modo comer pão na hora da fome e beber água quando se tem sede, isso e apenas isso, aparenta ser um sacrifício muito maior do que estamos dispostos a fazer.

Vale lembrar que suco não é água, então nada de burlar o jejum e comer pão com suco. Nada de pão recheado com um monte de coisas. O objetivo é o jejum e não a satisfação da gula.

Como regra geral não se deve comer pão e beber água, pois as dores de cabeça e no estômago seriam imediatas. É preciso ingerir um de cada vez e em intervalos alternados.
Tudo sempre com muita moderação. Nada de se empanturrar de pão.


Jejum a base de líquidos

Durante todo o tempo toma-se apenas líquidos. Incluindo sucos, água e chá. Os caldos são permitidos nos horários das refeições principais como almoço e jantar. Mas nada de ir tomando caldos super concentrados com muitas carnes e legumes. São caldos simples e fracos que devem ser tomados. Vitamina não é permitido. Sopas, canjas e similares também devem ser evitados.
O mais engraçado neste tipo de jejum é que se a pessoa está de regime ela consegue se alimentar a base de líquidos. Se o objetivo é o jejum ela considera absurdo e desumano e ainda fala “como eu não posso comer se tem tanta gente passando fome”.

O Jejum completo

O jejum completo é o mais difícil, pois não se come nada, absolutamente nada e apenas se bebe água. Se você não tem o costume de jejuar é melhor que comece por outros tipos antes de fazer o jejum completo.

Se você não toma café da manhã. Na verdade seu jejum começou quando você foi dormir.
Não jejue para perder peso. Se você está de dieta, assuma. Não use o jejum como justificativa.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Teologia do Corpo: visão que cura a sexualidade

Seguindo nosso caminho semanal para conhecer melhor os ensinamentos sobre a Teologia do Corpo, instituída por João Paulo II, postamos uma matéria da Agência Zenit com o pensador católico norte-americano George Weigel:

Weigel: não há nada comparado à teologia do corpo
Em contraste com a visão atual de «sexo como esporte»

Os ensinamentos sobre a teologia do corpo de João Paulo II oferecem uma visão curativa da sexualidade humana, com a qual a cultura hoje dominante não pode estar de acordo, afirma o autor e pensador católico norte-americano George Weigel no discurso de abertura da 77ª Conferência Educativa Anual da Associação Médica Católica sobre a aplicação da teologia do corpo de João Paulo II à prática da medicina.

Os 306 médicos e 18 estudantes de Medicina se reuniram de 9 a 12 de outubro em Baltimore (Maryland, EUA) para refletir sobre o tema «Teologia do Corpo: Desafios Modernos à Saúde, à Consciência e à Dignidade Humana».

A conferência anual, que se celebrou sob a proteção da mulher, mãe e médica italiana Santa Gianna Beretta Molla, começou com uma Missa presidida pelo cardeal William Keeler, arcebispo emérito de Baltimore. O arcebispo Dom Edwin O'Brien, que atualmente está à frente da sede episcopal desta cidade americana, presidiu por sua vez a missa de encerramento.

Weigel, autor da biografia do Papa João Paulo II, «Testemunha de Esperança», afirmou que o século XXI se caracteriza pela questão do ser ou do nada: «estamos sendo testemunhas de um novo gnosticismo, no qual se crê que o mundo material, inclusive o corpo humano, é totalmente maleável e modificável».

Este novo gnosticismo, observa, sustenta que «tudo o que pode ser modificado deverá sê-lo», e que esta tendência se nota sobretudo no campo da sexualidade humana.

Quando neste campo nada se considera como um dom, chega-se a uma «ditadura do relativismo», afirmou o autor, citando o discurso do então cardeal Joseph Ratzinger no conclave que traçou sua eleição como Bento XVI.

Colisão de verdades
Quando «minha verdade e tua verdade colidem», afirmou Weigel, estas realidades irreconciliáveis se resolvem através do poder coercitivo do Estado.

O escritor pôs esta visão da «sexualidade convertida em um esporte» em contraste com os ensinamentos de João Paulo II em sua teologia do corpo, sobre a qual o falecido Pontífice já estava trabalhando durante o conclave que o levou a ser eleito Papa.

A resposta cristã a este novo gnosticismo se encontra na «teologia do corpo», declarou Weigel, que oferece uma visão ampla da história bíblica presente no livro do Gêneses.

João Paulo II, explicou, contemplava o início, quando Deus chamou o primeiro homem à vida, e depois a primeira mulher. O Papa havia descoberto que antes do pecado original existiam a solidão original do primeiro homem (Adão), a unidade original do homem com a mulher (Eva) e de ambos com Deus, e a original nudez sem malícia.

Juntos descobriram o amor de Deus através de um dom livre de si mesmos, e da abertura à fertilidade, acrescentou. João Paulo II considerava que a unidade original de Adão e Eva – e de ambos com Deus – se rompeu quando estes se utilizaram reciprocamente ao invés de doar-se livremente um ao outro.

O dom de si no santo matrimônio, com a plena abertura do corpo do homem ao corpo da mulher, é um ícone do amor de Deus, observa Weigel.

Segundo ele, este ensinamento novo, agora disponível para toda a Igreja Católica, desde os escritos originais de João Paulo II às publicações de outros autores, oferece à cultura dominante, que considera o sexo como um esporte, uma visão curativa que não tem comparação com nada do que esta cultura possa oferecer.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Teologia do Corpo - Introdução

Este assunto é um dos mais interessantes e necessários para os nossos dias. Mas o que seria uma teologia do corpo? É um eudesamento dos nossos corpos?

Esse tema já foi assunto do Miles Ecclesia em outro post. Agora, vamos tentar aprofundar mais no assunto, usando como base o livro "Homem e mulher os criou", do Papa João Paulo II, que é a base para o estudo da Teologia do Corpo (TOB, em inglês).

Abaixo um perguntas e respostas publicado pelo site Teologia do Corpo para podermos entender melhor este assunto:

O QUE É TOB?
A Teologia do Corpo é mundialmente conhecida como TOB por sua sigla em inglês - Theology of the Body. Este nome foi dado pelo Papa João Paulo II como título de trabalho para suas primeiras catequeses, ministradas entre 1979 e 1984, durante as Audiências Gerais, nas quais o Santo Padre, seguindo seus predecessores, ensinava algum aspecto da Doutrina Católica.

DO QUE TRATA?
No início do seu Pontificado, durante as audiências de quarta-feira, o Santo Padre meditou por mais de 4 anos sobre o amor humano em seus vários aspectos: a relação do homem e da mulher, o significado esponsal do corpo humano, a natureza e missão da família, o matrimônio, o celibato, a luta espiritual do coração do homem, a linguagem profética do corpo humano, o amor conjugal, entre outros. O Papa João Paulo II, com um novo ardor e uma visão totalmente inovadora, nos dá esta boa nova que merece ser conhecida e vivida!

POR QUE ESTES TEMAS, ESPECIFICAMENTE?
A escolha do Papa João Paulo II de tratar destes temas, antes de qualquer outro assunto, foi uma grande graça para toda a Igreja, e somente podemos ver a Providência nesta escolha. Como homem de Deus e um profeta, sabia que antes que qualquer outro fundamento, era necessário priorizar estes, para uma sociedade que estava se autodestruindo. E ele o fez! Ele nos deu de presente estes ensinamentos.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Anjos: Amigos invisíveis cuidam de nós

Eles estão conosco, invisíveis ao nosso redor. Cuidam de nós, dão-nos bons conselhos, nos protegem e iluminam. Eles nos guardam, combatendo o mal. Eles também estão juntos de Deus, louvando-o e cumprindo as missões que Ele lhes dá. Eles são os anjos.

Deus criou os anjos antes de criar o ser humano. E eles são incontáveis: tão numerosos quanto as estrelas do céu. São espíritos puros, criaturas de Deus como nós, mas que não possuem corpo físico – e, por isso, são imortais. A Bíblia fala deles o tempo todo. Eles aparecem para Jesus quando Ele reza no Monte das Oliveiras. Aparecem para os discípulos quando Jesus ressuscita e quando Ele ascende ao Céu. Aparecem para os pastores quando Jesus nasce. No Antigo Testamento, os anjos falam com Abraão, Isaías, Jacó, Daniel. São várias passagens. Mas só três anjos têm seus nomes revelados.

São eles os três Santos Arcanjos. Um deles é Miguel (seu nome quer dizer “Quem é como Deus?), príncipe do exército celestial. Ele é visto por Isaías e por São João. O outro é Rafael (seu nome quer dizer “Deus cura”), que assume uma forma humana para guiar Tobias ajudá-lo a curar seu pai e sua noiva. O outro é Gabriel (o “mensageiro de Deus”), que aparece para Maria e lhe dá a notícias mais bela de todos os tempos: o Salvador vai nascer.

A bondade de Deus e seu amor para com a humanidade são tão grandes que Ele colocou um anjo para guardar a alma de cada pessoa. Cada um de nós tem um anjo da guarda exclusivo, que nos acompanha durante a vida inteira, nos livrando de perigos e nos iluminando, nos mostrando o caminho certo e conduzindo-nos, depois da morte, até Jesus.

Reze sempre para São Miguel, pedindo para que ele o ajude a enfrentar o Mal. Reze a São Rafael pedindo-lhe para ajudá-lo a manter-se com saúde. Reze para São Gabriel para que ele lhe mostre como ser forte.

Precisamos sempre rezar também para nossos anjos da guarda, agradecendo-lhes o bom trabalho e pedindo iluminação. Afinal, sempre é bom conversar com nossos amigos, não é?

Santo Anjo do Senhor,
meu zeloso guardador,
se a ti me confiou
a piedade divina,
sempr eme rege,
me guarda, me governa,
m
e ilumina.
Amém.

Você precisa saber sobre os anjos:


- Os anjos não têm sexo. Não são homens nem mulheres. Por isso mesmo, não podem se apaixonar por seres humanos como acontece em quase todo filme e novela. Isso é fantasia.

- Os anjos já desfrutam do maior prazer que pode existir: eles estão juntos de Deus. Nosso mundo, para eles, nada tem de sedutor. Assim, nenhum anjo tem vontade de ser humano, pois nossos prazeres físicos são uma pálida faísca dos prazeres que há no Paraíso.

- Não é possível descobrir o nome de nosso anjo da guarda. Revistas e sites dizem que é possível descobrir isso a partir da data de nascimento, como se nosso anjo fosse um signo. Isso é falso.

- Só podemos entrar em contato com nosso anjo por meio da oração. Rituais esotéricos são inúteis – pior, são pecaminosos. Realizar rituais para invocar o anjo é perda de tempo e um grave pecado.

- Ninguém pode dominar seu anjo, como alguns escritores já sugeriram. Os anjos não são nossos servidores. Eles são servos de Deus. São nossos amigos, não nossos empregados.

- Os anjos se organizam em nove hierarquias chamadas “coros”. Da mais alta para a mais baixa, são eles: os Serafins, Querubins, Tronos, Dominações, Potências, Virtudes, Principados, Arcanjos e Anjos. Os anjos da guarda pertencem A essa última hierarquia.

- Os demônios são anjos que se revoltaram contra Deus e por isso foram expulsos do Paraíso.

domingo, 21 de setembro de 2008

Unção dos Enfermos


A unção dos enfermos é um dos sacramentos mais maravilhosos que existem. Um Sacramento curativo e libertador, que deve ser ministrado as pessoas com doenças graves, aos idosos.

Quando eu estava fazendo catequese de Crisma, minha catequista contou que precisou se submeter a uma cirurgia séria e que procurou o padre pedindo a unção. Ela teve quatro filhos e que sempre antes de ter seus bebês se confessava. Achei aquilo maravilhoso, ela era uma católica que não tinha medo dos Sacramentos. Uma mulher espetacular.

Antigamente era conhecido como Extrema-unção, a nomenclatura foi trocada, porque era tido como um Sacramento de Morte, quando seu objetivo é completamente diverso ou seja a cura. Várias pessoas já receberam mais de uma vez.

Nem todos recebem o Sacramento da Unção dos Enfermos, muitos porque tiveram mortes rápidas, outros porque se negam a receber tal Sacramento. A crença de que o a Unção é um sacramento de morte, até hoje existe no meio de nós. Muitos acreditam que ao receber a Unção estão admitindo e aceitando que estão próximos da morte.

domingo, 14 de setembro de 2008

Ordem
























É o Sacramento da dedicação permanente; do serviço, da coragem e da ajuda.
O sacerdote é aquele que é capaz de abandonar seu egoísmo e seguir a Cristo de maneira intensa colaborando para a salvação do próximo.

"A ordem é o Sacramento graças ao qual a missão confiada por Cristo aos seus apóstolos continua sendo exercida na Igreja até o fim dos tempos: é, portanto o sacramento do ministério apóstolico. Comporta três graus: o episcopado, o presbiterado e o diaconato" ( CIC 1536)

A vocação sacerdotal é um dom de Deus, que constitui certamente um grande bem para aquele que é seu primeiro destinatário. Mas é também um dom para Igreja inteira, um bem para sua vida e missão.A Igrej, portanto, é chamada a proteger este Dom, estimá-lo e amá-lo. Ela é responsável pelo surgimento e pela maturação das vocações sacerdotais.

A Admissão no seminário e nas ordens sacras:
O candidato ao sacerdócio será admitido entre canditados às ordens que tenham recebidos os ministérios de leitor e de acólito e os tenha exercido pelo tempo mínimo de seis meses antes de ser admitido à ordem do diaconato. Os ministérios de leitorato e do acolitato serão concedidos durante o terceiro ano do curso de Teologia, a ordem do diaconato durante o quarto ano de Teologia e a ordem do presbiterato somente depois da conclusão do curso de Teologia.

A messe é grande e os trabalhadores são poucos. Como povo de Deus devemos rezar pelas vocações.

Vivendo em Cristo por meio do Sacramento da Ordem devemos encontrar a melhor forma de seguir a Deus e servir ao próximo, por meio de nossa real vocação. Recebemos o convite de ser Apostólos, sendo assim, cabe a cada um de nós aceitar de maneira ampla e sincera e nos colocarmos a serviço da fé como soldados ardorosos.

Fonte: Diretrizes Pastorais Sacramentais.

domingo, 7 de setembro de 2008

Matrimônio

Deus criou os seres humanos por amor e para o amor, de tal modo que não é bom que o homem esteja só. Ele precisa de amigos, de família, de amor. Nesse sentido, o amor conjugal cumpre os designos de Deus "Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a"(Gn 1,28).

O amor conjugal exige que o casal se entregue efetivamente ao que se inicia. O Sacramento do Matrimônio é de vivência constante é intensa, renovado diariamente no compromisso assumido. O casal deve lutar pela efetividade, vontade e união, conduzindo de tal modo a um só coração e uma só alma.
Todo casamento deve ser pautado pela fidelidade e pela doação. Amar o outro como a si mesmo, expressando a máxima do pensamento cristão: o AMOR.

Não podemos permitir que o Matrimônio se perca nas deturpações sociais. Não podemos coadunar com experiências sociais como o "casamento aberto". Dentro do Matrimônio exite uma castidade a ser respeitada. As pessoas casadas são convidadas a seguir e a viver a Castidade conjugal - lembrando que a castiade pode ser vivida de três modos: a dos esposos, a da viuvez e a virgindade.

Quando um casamento é realizado e consumado entre batizados ele não pode ser dissolvido. Gera assim, um vínculo perpétuo e exclusivo. Por meio de tão nobre sacramento. o casal se acolhe, se protege e se ama.

O casamento também é fonte de Graça, pois, recebe a benção de Deus. A fidelidade conjugal permite que sejamos fiéis a Deus e a seus ensinamentos. Um casal unido na missão de evangelizar é capaz de maravilhas na construção de uma comunidade de fé.

As pessoas às vezes têm medo de assumir este Sacramento. O Matrimônio é o Sacramento do serviço. Amar significa ser capaz de colocar a felicidade do outro ao lado da nossa. No casamento não existe apenas a figura do "eu", mas sim um amoroso "nós". As pessoas têm medo do compromisso de deixar de lado seus egoísmos e individualidades e pensar como um casal. As pessoas tem medo de terem filhos, alegando que o mundo já não é um local tão bom para se educar as crianças. Não se trata aqui de ter medo, a solução é acreditar na Misericórdia Divina.
O Matrimônio é um Sacramento e como tal deve ser tratado. Não podemos ter medo de assumir nossa missão. Cristo sempre estará ao nosso lado. O amor de Deus pode superar qualquer problema.

O Sacramento deve ser contraído livremente. Quando falta liberdade o casamento é inválido.

O Matrimônio é a confirmação da aliança feita entre um homem, uma mulher e Deus. Um trio de deve permanecer sempre unido.

São Paulo, diz: "E vós, maridos, amai vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, a fim de purificá-la" (Ef 5,25-26), acrescentando imediatamente: "Por isso de deixar o homem seu pai e sua mãe e se ligar à sua mulher, e serão ambos uma só carne. E grande este mistério: refiro-me à relação entre Cristo e sua Igreja" (Ef 5,31-32). Homem e mulher, são imagem e semelhança de Deus, devendo seguir seus ensinamentos.

Diz o catecismo da Igreja Católica: "A aliança matrimonial, pela qual o homem e a mulher constituem entre si uma comunhão da vida toda, é ordenada por sua índole natural ao bem dos cônjuges e à geração e educação da prole, e foi elevada, entre os batizados, à dignidade de sacramento por Cristo Senhor".

Saiba o que a Igreja pensa:

*Relações sexuais antes de contrair Matrimônio

§2391 Muitos reclamam hoje uma espécie de "direito à experiência" quando há intenção de se casar. Qualquer que seja a firmeza do propósito dos que se envolvem em relações sexuais prematuras, "estas não permitem garantir em sua sinceridade e fidelidade a relação interpessoal de um homem e uma mulher e, principalmente, protegê-los contra as fantasias e os caprichos". A união carnal não é moralmente legítima, a não ser quando se instaura uma comunidade de vida definitiva entre o homem e a mulher. O amor humano não tolera a "experiência". Ele exige uma doação total e definitiva das pessoas entre si.

*União livre e concubinato

§2390 Existe união livre quando o homem e a mulher se recusam a dar uma forma jurídica e pública a uma ligação que implica intimidade sexual.

A expressão é enganosa: com efeito, que significado pode ter uma união na qual as pessoas não se comprometem mutuamente e revelam, assim, uma falta de confiança na outra, em si mesma ou no futuro?

A expressão abrange situações diferentes: concubinato, recusa do casamento enquanto tal, incapacidade de assumir compromissos a longo prazo. Todas essas situações ofendem a dignidade do matrimônio, destroem a própria idéia da família, enfraquecem o sentido da fidelidade. São contrárias à lei moral. O ato sexual deve ocorrer exclusivamente no casamento; fora dele, é sempre um pecado grave e exclui da comunhão sacramental.

De tal modo “O que Deus uniu, o homem não deve separar” (Mt 19,6), determina a Sagrada Escritura; o casamento celebrado entre o homem e a mulher é indissolúvel. Não podemos permitir que as famílias sejam destruídas.

A família é a base da Igreja. É por ela que a sociedade se fortalece; como instituição garante as bases e o fortalecimento da Sociedade.

Viver em Cristo por meio do Sacramento do Matrimônio existe uma força e um compromisso muito grande. O casal deve estar preparado, mas não pode se deixar vencer pelo medo.

sábado, 6 de setembro de 2008

Os Sacramentos do Serviço da Comunhão

Hoje iniciamos as postagens sobre os Sacramentos do Serviço da Comunhão. São assim definidos nos parágrafos 1533 a 1535 do Catecismo.

Estes são os Sacramentos do Matrimônio e de Ordem, tais sacramentos são ordenados à salvação de outra pessoa, contribuindo ainda para nossa salvação pessoal, pois por meio do serviço aos outros servimos também a Deus. Eles possibilitam a edificação do Povo de Deus de maneira sólida e sincera.

Assim, aqueles que já foram consagrados pelo Batismo, Confirmação e Eucaristia, são, ainda que de maneira diversa, chamados a servir. Por meio do Sacramento da Ordem, em nome de Cristo, nos tornamos pastores da Igreja. Um povo sem pastor, é um povo sem direção. O Sacramento do Matrimônio fortalece a sociedade, a comunidade e a família como base do Estado e da Igreja.
"O que pode temer o filho nos braços do Pai?"

São Pio de Pietrelcina