quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Santa Mônica


Santa Mônica, cuja festa é celebrada no dia 27 de agosto, é a mãe de Santo Agostinho, bispo de Hipona, uma cidade do norte da África. Mônica nasceu no ano de 331. Entretanto, há controvérsias quanto a essa data. De qualquer maneira, a menina era filha de pais cristãos e, conforme o costume de então, foi criada por uma “dada”, isto é, uma escrava que cuidava especificamente da educação dos filhos de seus senhores. A “dada” deu-lhe uma educação muito rígida, baseada na doutrina católica, não permitindo que ela desenvolvesse vícios e repreendendo-a quando necessário. Ao atingir a idade de dezessete ou dezoito anos, a jovem foi dada em casamento a Patrício, membro do conselho da cidade de Numídia, onde hoje fica a Argélia. Patrício, que tinha cerca de quarenta anos, era possuidor de terras e bens, dentre os quais escravos, olivais e vinhas.

Mesmo gozando de uma razoável posição social, Mônica não era feliz em seu casamento, principalmente devido à infidelidade de seu marido. Apesar disso, ela tudo suportava com paciência e zelo pelo seu esposo. E assim foi mesmo depois do nascimento de Agostinho. Quando o menino atingiu a adolescência, suas preocupações aumentaram. O filho não seguia seus conselhos e passou a levar uma vida bem distante dos ideais e valores cristãos. Ele fora educado num colégio na cidade de Madaura e somente nas férias visitava seus pais.

Como era o costume naquela época, Mônica não batizou Agostinho quando ele ainda era criança. O batismo normalmente era realizado quando a pessoa já estava em idade de plena consciência da importância e valor do sacramento. Mas, mesmo assim, Agostinho foi inscrito no catecumenato. Mais tarde, Patrício também se converteu ao cristianismo, certamente por influência de Mônica.

Mônica passou a vida inteira pedindo a Deus pela conversão de seu filho Agostinho, que aconteceu no ano de 387. E foi nesse mesmo ano, aos 56 anos de idade, que ela foi chamada por Cristo para a cidade eterna. Sua vida pode ser compreendida em duas palavras apenas: oração e lágrimas.

Mônica é santa não por ter realizado algum milagre ou por ter sido martirizada, como tantos cristãos até hoje o são, mas pelo simples e magnífico fato de ser mãe. E mãe de um santo, logo, um instrumento de Deus. Foi ela quem ensinou ao filho os valores cristãos da mansidão, da moral e do pudor.

Conforme conta Santo Agostinho, Mônica foi o seu alicerce espiritual e quem o conduziu à verdadeira fé. Ela sempre foi a intermediária entre ele e Deus. Com incessantes e constantes orações, pediu a Deus pela conversão de seu filho. E esperou pacientemente até o fim de sua vida terrestre.

Nilson Antônio da Silva

2 comentários:

Kenosis disse...

Pax Christi! Que maravilha encontrar posts sobre a adorável Santa Mônica! Amo muito essa Santa, a Santa do amor incondicional, da paciência, da sabedoria da espera da hora de Deus, da intercessão fiel e constante...Obrigada por nos trazer ela e por todos os posts tão edificantes! Jesus, Maria e Sta. Mônica lhe abençoem e guardem sempre! Abços em Cristo!

cainanan disse...

postarei a mesma coisa que disse no Ecclesiae Dei:
toda vez que uma mãe vem me dizer "Meu filho não tem mais jeito" eu respondo "Santo Agostinho era muito pior, e Santa Mônica arranjou um jeito pra ele"
Abração! Parabéns!

"O que pode temer o filho nos braços do Pai?"

São Pio de Pietrelcina